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Fardamento no setor alimentar: o que é permitido, o que é proibido e porquê

PROTRABALHO – Centro de Conhecimento

Fardamento no setor alimentar: o que é permitido, o que é proibido e porquê

No setor alimentar, o fardamento profissional não é uma questão de imagem nem apenas de conforto.
É uma exigência de higiene, segurança e prevenção de riscos sanitários,
com impacto direto na segurança alimentar e na responsabilidade da empresa.

Restaurantes, cozinhas industriais, padarias, pastelarias, talhos, fábricas alimentares e cantinas
estão sujeitos a regras específicas que, na prática, são muitas vezes mal interpretadas ou ignoradas.
O problema é simples: o erro só é percebido quando já existe um risco ou uma inspeção.


Porque o fardamento no setor alimentar é diferente

Ao contrário de outros setores, aqui o risco principal não é apenas físico.
É sanitário.
Tecidos, bolsos, botões, acessórios ou calçado inadequado podem contaminar alimentos,
superfícies de trabalho ou linhas de produção.

Exemplo real:
Numa cozinha industrial com serviço contínuo, um colaborador utilizava o bolso superior da bata
para guardar pequenos objetos pessoais, como uma caneta e um bloco de notas.
Durante o serviço, um desses objetos caiu do bolso diretamente sobre a bancada de preparação de alimentos,
obrigando à interrupção imediata do trabalho, ao descarte dos alimentos em preparação
e à nova higienização da zona.
A situação levou à revisão do fardamento, com a eliminação de bolsos superiores,
e à definição de regras claras sobre objetos pessoais durante o serviço.

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indústria alimentar, padarias e talhos.


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O que é proibido no fardamento do setor alimentar

  • Botões expostos – podem soltar-se e cair nos alimentos;
  • Bolsos abertos ou superiores – facilitam a queda de objetos e resíduos;
  • Acessórios pessoais – relógios, pulseiras, anéis;
  • Tecidos felpudos ou que largam fibras;
  • Roupa pessoal visível por baixo do fardamento.
Exemplo real:
Num restaurante de bairro, um colaborador utilizava relógio durante o serviço.
Além do risco de contaminação, dificultava a lavagem correta das mãos,
sendo identificado como não conforme numa verificação interna.

Tecidos no setor alimentar: respiráveis, sim — mas com critérios

O conforto é importante, sobretudo em ambientes quentes.
Mas no setor alimentar, respirável não pode significar libertação de fibras.

Em muitos casos, a correção passa apenas por escolher

fardamento alimentar adequado

em vez de adaptar soluções genéricas.

Exemplo real:
Numa pastelaria com produção própria, eram usadas t-shirts pessoais por baixo da bata.
Com o calor, a transpiração tornava-se visível e comprometia a perceção de higiene.
A solução passou por vestuário técnico próprio para alimentação, lavável e resistente.

Calçado no setor alimentar

O calçado é frequentemente escolhido apenas pelo conforto,
mas em cozinhas e fábricas alimentares é um elemento de segurança crítica.

  • antiderrapante;
  • fechado;
  • lavável e higienizável.
Exemplo real:
Numa cantina escolar, um escorregão numa zona molhada resultou numa baixa prolongada.
O calçado utilizado não era antiderrapante.
A troca reduziu de imediato o risco de acidentes.

O fardamento no setor alimentar deve ser funcional, higiénico e adequado ao risco real.
Quando é escolhido corretamente, evita problemas legais, protege o consumidor
e facilita o trabalho diário.

Conteúdo produzido pela equipa PROTRABALHO · Centro de Conhecimento

Nota: Este artigo tem caráter meramente informativo e não dispensa a análise
caso a caso nem substitui o aconselhamento legal ou técnico adequado,
nomeadamente no âmbito da legislação laboral, segurança alimentar
e segurança e saúde no trabalho.

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