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Trabalhador em ambiente profissional a retirar a farda no final do turno

Quantas fardas deve um trabalhador receber? O que é razoável e legal

Quantas fardas deve um trabalhador receber? O que é razoável e legal

Introdução

Uma das decisões mais comuns — e mais mal calculadas — na gestão de fardas profissionais
é a quantidade atribuída por trabalhador.

É frequente ouvir:

  • “Damos duas fardas, chega.”
  • “Se sujar, lava em casa.”
  • “Não podemos estar sempre a repor.”

O problema é que esta lógica ignora o uso real, a frequência de lavagem, o desgaste natural
e a responsabilidade legal da empresa.


Existe um número mínimo de fardas definido por lei?

👉 Não existe um número fixo definido na legislação portuguesa.

Mas atenção: isso não significa liberdade total.

A lei funciona com base no princípio da razoabilidade operacional.

Ou seja, a farda deve permitir que o trabalhador:

  • esteja sempre operacional
  • cumpra regras de higiene e segurança
  • mantenha uma apresentação adequada
  • sem suportar encargos excessivos

Porque 1 ou 2 fardas são, muitas vezes, insuficientes?

Na prática, uma farda está constantemente num destes estados:

  • em uso
  • em lavagem
  • a secar
  • a perder qualidade com o tempo

Quando o trabalhador dispõe apenas de 1 ou 2 unidades:

  • é forçado a lavar fora de horas
  • acelera o desgaste da peça
  • arrisca apresentar-se com farda imprópria
  • assume custos indiretos que não lhe competem

👉 Isto não é uma boa prática de gestão.


O que influencia a quantidade correta de fardas?

A quantidade razoável depende de vários fatores combinados:

🔹 Tipo de função

  • Saúde, restauração, alimentar → maior exigência higiénica
  • Logística, indústria → desgaste físico elevado
  • Atendimento ao público → imagem constante

🔹 Frequência de lavagem

  • diária
  • 2 a 3 vezes por semana
  • semanal

🔹 Turnos

  • turnos longos
  • trabalho contínuo
  • trabalho por equipas

🔹 Tipo de tecido

  • tecidos leves exigem maior rotação
  • tecidos técnicos secam mais rápido, mas desgastam de forma diferente

Boas práticas: o modelo equilibrado

Em termos práticos, muitas organizações responsáveis trabalham com:

  • 3 a 5 fardas por trabalhador
  • rotação planeada
  • reposições parciais ao longo do ano
  • kits fechados por função

Este modelo:

  • reduz conflitos
  • melhora a imagem profissional
  • diminui desgaste precoce
  • controla custos no médio prazo

É justo obrigar o trabalhador a lavar constantemente a farda?

Depende de como a gestão é feita.

  • Se a quantidade for suficiente → aceitável
  • Se a quantidade for insuficiente → responsabilidade da empresa

⚠️ Obrigar a lavagens constantes por falta de peças:

  • transfere custos
  • gera desconforto
  • aumenta desgaste
  • pode originar conflitos laborais

A quantidade insuficiente pode gerar responsabilidade?

Sim.

Sempre que a farda:

  • é obrigatória
  • não está disponível em condições adequadas
  • não permite continuidade operacional

👉 a responsabilidade mantém-se com a entidade empregadora.


Conclusão

Não existe um número mágico.

Existe um princípio claro:


A farda deve permitir ao trabalhador cumprir a função com dignidade,
segurança e continuidade.

Uma boa gestão de fardas não é custo — é prevenção, organização e profissionalismo.


Gestão de fardas não é só comprar roupa

A quantidade certa, os tecidos adequados e uma rotação bem planeada fazem toda a
diferença na durabilidade, no conforto e nos custos reais das fardas profissionais.

👉
Consultar o Guia PROTRABALHO

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