PromoçõesFardamento profissional até -44% — 562 peças em promoçãoVer promoções
Back to Artigos
Qual calçado evita escorregamentos no trabalho?

Qual calçado evita escorregamentos no trabalho?

Uma queda junto à cuba da cozinha, numa zona de lavagem ou à entrada de uma clínica pode interromper um turno inteiro e causar lesões sérias. Perante este risco, a pergunta “qual calçado evita escorregamentos” não tem uma resposta única: o modelo adequado depende do pavimento, dos líquidos presentes, das tarefas e do nível de proteção exigido pela função. O critério decisivo é escolher calçado profissional com sola antiderrapante certificada e adequado ao ambiente real de trabalho.

Qual calçado evita escorregamentos com maior eficácia?

O calçado que melhor reduz o risco de escorregamento combina uma sola de elevada aderência, um desenho de piso eficaz na evacuação de líquidos e uma certificação compatível com a atividade. Em muitos contextos profissionais, a opção indicada é um sapato ou uma bota de trabalho com resistência ao escorregamento, disponível em versões de segurança ou ocupacionais.

A sola é o elemento que entra em contacto com o piso, mas não deve ser avaliada apenas pela espessura. Uma sola lisa pode parecer resistente e confortável, mas terá menor capacidade para dispersar água, óleo, gordura ou detergentes. Pelo contrário, um piso com canais, relevos e zonas de contacto bem distribuídas ajuda a manter a tração, desde que esteja limpo e em bom estado.

Em cozinhas, restauração, hotelaria, saúde, limpeza, indústria alimentar e manutenção, vale a pena procurar modelos identificados como antiderrapantes e confirmar a norma indicada na ficha técnica. Em calçado certificado segundo as normas mais recentes, a resistência ao escorregamento pode surgir com a marcação SR. Em produtos e documentação de gerações anteriores, é frequente encontrar referências SRA, SRB ou SRC. Estas marcações dizem respeito a ensaios de aderência, mas não tornam o calçado infalível em todas as superfícies.

Uma sola certificada reduz o risco. Não elimina o efeito de um derrame de óleo, de um tapete solto, de resíduos acumulados ou de um pavimento muito degradado. A prevenção exige calçado adequado, limpeza regular e procedimentos de segurança consistentes.

Sola antiderrapante: borracha ou poliuretano?

O material da sola influencia diretamente a aderência, a durabilidade e o conforto durante o turno. Não existe uma escolha universalmente superior, porque cada material responde de forma diferente ao tipo de utilização.

A borracha é frequentemente uma excelente opção em pavimentos húmidos, zonas com gordura e ambientes onde é necessária boa aderência. Tem habitualmente um comportamento eficaz em cozinhas profissionais, áreas de lavagem e indústria alimentar. Pode, contudo, ser mais pesada do que outras soluções e exigir atenção à resistência ao calor, a químicos ou a hidrocarbonetos, consoante o modelo.

O poliuretano, sobretudo nas solas de dupla densidade, destaca-se pela leveza, absorção de impacto e conforto para quem passa muitas horas de pé. É uma escolha comum em logística, saúde, serviços e indústria. A sua adequação ao escorregamento depende do desenho do piso e da certificação do modelo, não apenas do nome do material.

Existem ainda solas técnicas que combinam compostos para equilibrar flexibilidade, resistência ao desgaste, amortecimento e aderência. Para uma equipa, a decisão deve ser tomada pela função e pelo risco, e não pela aparência exterior do sapato.

O desenho do piso faz diferença

Uma sola antiderrapante eficaz apresenta ranhuras que permitem escoar líquidos e criar pontos de contacto estáveis com o pavimento. Se os canais forem demasiado rasos ou ficarem preenchidos por gordura, farinha, lama ou resíduos, a aderência diminui rapidamente.

Também importa observar a base do calçado. Uma sola larga e estável melhora o apoio, enquanto um tacão moderado pode ajudar em determinados modelos profissionais. Solas excessivamente gastas, lisas nas zonas de maior contacto ou parcialmente descoladas devem ser substituídas. Não é uma questão estética: é uma falha de proteção.

Segurança ou calçado ocupacional: qual escolher?

A diferença está no tipo de risco presente no posto de trabalho. O calçado de segurança, normalmente certificado pela EN ISO 20345, inclui biqueira de proteção contra impacto e compressão. É indicado quando há possibilidade de queda de objetos, movimentação de cargas, equipamentos pesados ou riscos mecânicos.

O calçado ocupacional, associado à EN ISO 20347, não inclui obrigatoriamente biqueira de segurança. Pode ser a opção adequada para profissionais de saúde, estética, spa, housekeeping, restauração de sala ou serviços de limpeza, desde que a avaliação de riscos não exija proteção contra impacto. Há modelos ocupacionais muito leves, laváveis e confortáveis que oferecem boa resistência ao escorregamento.

Escolher uma bota de segurança apenas porque tem mais aspeto de proteção pode prejudicar o conforto de uma equipa que caminha vários quilómetros por dia. Por outro lado, usar uma soca leve numa zona de armazém com paletes e cargas suspensas é claramente insuficiente. A proteção deve corresponder ao risco concreto.

Como escolher o calçado antiderrapante por setor

Antes de encomendar calçado para uma equipa, convém analisar onde as pessoas caminham, o que transportam e quais são os contaminantes mais comuns no chão. Uma visita ao local de trabalho costuma revelar diferenças relevantes entre áreas que, no papel, pertencem ao mesmo departamento.

Na restauração e hotelaria, os principais riscos são água, gordura, restos alimentares e detergentes. Sapatos fechados, fáceis de limpar, com sola de borracha ou composto antiderrapante e boa estabilidade são geralmente adequados. Para cozinha, deve ainda considerar-se a resistência ao calor e a proteção da parte superior contra salpicos.

Em saúde, clínicas e lares, a prioridade tende a ser o conforto, a higiene e a aderência em corredores ou zonas de lavagem. Calçado leve, respirável ou lavável, com sola resistente ao escorregamento, ajuda a reduzir fadiga sem comprometer a apresentação profissional.

Na indústria, logística e manutenção, além do piso húmido ou poeirento, podem existir riscos de impacto, perfuração, eletricidade estática ou contacto com óleos. Nestes casos, a marcação antiderrapante deve ser apenas uma parte da especificação. Biqueira de proteção, palmilha antiperfuração, propriedades ESD ou resistência a hidrocarbonetos podem ser necessárias.

Na indústria agroalimentar, a higiene é determinante. Botas ou sapatos fechados, laváveis e resistentes a humidade constante são frequentemente a escolha mais funcional. Em áreas frigoríficas, é igualmente necessário verificar o isolamento térmico e a flexibilidade do material a baixas temperaturas.

Em limpeza e housekeeping, o calçado deve manter aderência perante água e produtos de limpeza, mas também suportar deslocações contínuas entre diferentes tipos de pavimento. Um modelo demasiado rígido pode aumentar o cansaço e afetar a postura ao longo do turno.

Ajuste, conforto e estabilidade: proteção que se sente ao fim de oito horas

Um sapato antiderrapante que não assenta bem no pé não oferece o desempenho esperado. Se o calcanhar desliza, se os dedos ficam comprimidos ou se o fecho não mantém o pé firme, o trabalhador tende a alterar a passada e perde estabilidade.

O tamanho deve permitir movimento natural dos dedos, sem folgas excessivas. Para equipas que trabalham por turnos, é aconselhável considerar a utilização de meias profissionais e o eventual inchaço dos pés ao longo do dia. Palmilhas anatómicas, absorção de impacto e apoio do arco podem fazer uma diferença relevante na fadiga, sobretudo em receção, restauração, enfermagem e produção.

Também é útil escolher o tipo de fecho segundo a tarefa. Atacadores permitem um ajuste preciso, mas exigem verificação regular. Velcro facilita o calçar e descalçar. Modelos sem atacadores podem ser práticos em ambientes de higiene controlada, desde que ofereçam boa retenção do pé. Uma soca aberta atrás só deve ser usada quando o risco e as regras do posto o permitem.

Certificação: o que confirmar antes de comprar

A certificação não deve ser tratada como um detalhe comercial. É a evidência de que o calçado foi concebido e ensaiado segundo requisitos definidos para utilização profissional. Ao comparar modelos, confirme a norma aplicável, a marcação de resistência ao escorregamento e as propriedades adicionais relevantes para a atividade.

Peça uma ficha técnica clara e evite decidir apenas pela designação “antiderrapante”. Dois modelos podem usar essa descrição e ter comportamentos muito diferentes em gordura, água, pavimento cerâmico ou grelha metálica. Para compras em volume, a uniformidade do modelo e a disponibilidade de tamanhos também ajudam a assegurar que toda a equipa recebe a mesma proteção funcional.

Manutenção: uma sola suja deixa de ser uma sola segura

A eficácia do calçado perde-se quando a sola acumula resíduos. A limpeza deve fazer parte da rotina, especialmente em cozinhas, lavandarias, unidades alimentares e equipas de limpeza. Retirar gordura e partículas presas nas ranhuras devolve à sola a capacidade de evacuar líquidos e agarrar ao piso.

Inspecione regularmente o desgaste do piso, o estado das costuras, o fecho e a união entre a sola e a parte superior. Quando os relevos desaparecem ou a sola endurece e apresenta fissuras, chegou o momento de substituir o par. Prolongar a utilização para reduzir custos pode aumentar o absentismo, os acidentes e a rotatividade.

Para equipar profissionais com exigência técnica e imagem cuidada, a PROTRABALHO ajuda a selecionar calçado de trabalho adequado a cada setor, conciliando certificação, conforto e resistência. A melhor escolha será sempre aquela que responde ao piso, ao risco e ao ritmo real da equipa – porque é no final de um turno longo que se confirma se o calçado estava verdadeiramente à altura do trabalho.

Partilha este Post

Back to Artigos